As Palmeiras Imperiais da Avenida Goias
Fonte: www.andira.pr.gov.br

Retirada das Palmeiras da Av. Goiás - um mal necessário
Sexta-feira, 05/03/2010 15:58

A derrubada das palmeiras da Av. Goias

Atendendo várias reivindicações de moradores, a administração pública de Andirá determinou recentemente, a retirada de todas as Palmeiras Imperial da Avenida Goiás - centro, que ameaçavam cair sobre as casas colocando em risco a vida de dezenas de pessoas. "A queda de uma dessas árvores poderia causar estragos irreversíveis", afirma a Secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico, Cleusa Ferreira da Silva Guimarães, baseada em laudos técnicos. Ela explica ainda, "Que o Ministério Público e a Câmara de Vereadores foram informados sobre a decisão e que, por ser espécie exótica, a Roystonea Oleracea, não necessita de licenciamento ambiental para ser derrubada".
Outro dado considerado pela administração para cortar as palmeiras, foi a instabilidade do clima, que nos últimos meses teve alta incidência de chuvas e ventos fortes, o que poderia ter agravado ainda mais a situação.
A retirada das árvores plantadas na década 60, foi realizada por funcionários da prefeitura, com apoio da Copel, USIBAN, Defesa Civil e da empresa andiraense, Giroldo Comércio e Extração de Areia Ltda.
O problema se arrastava há anos e as medidas tomadas por administrações anteriores, não foram suficientes para tranqüilizar as famílias residentes no local, que diariamente conviviam com a preocupação de ter suas residências atingidas pelas gigantescas Palmeiras. Preocupação que nas noites de temporais transformava-se em pesadelo para muitas pessoas, temendo ser surpreendidas pela queda, enquanto dormiam.
"Graças a Deus o pesadelo acabou. Agora posso dormir em paz com minha família", disse o empresário Fernando Giroldo, que mora com a esposa, dois filhos e o neto de 12 anos, na Avenida Goiás.
"Nas noites de vento a gente dormia nos fundos, por medo da palmeira cair. Sabíamos que não adiantava muito, mas acho que a tragédia seria menor. Ela tinha mais de 20 metros e pesava cerca de três toneladas. Agora estamos tranquilos", ressalta o agricultor Antônio Wilio Bonacim.
"Sou proprietário de uma lanchonete na Avenida Goiás e temia que uma dessas palmeiras desabasse em cima dela, principalmente nos dias de maior movimento. Tem dia que estamos com mais de 200 pessoas na casa sem contar as que ficam nas calçadas. Me preocupava muito também com meus pais que residem na Avenida. Se ela caísse não daria tempo sequer para eles saírem da casa. A atitude da prefeitura foi excelente", desabafou o empresário João Demarchi Junior (Juninho).
"Graças a Deus estamos livres do pesadelo. Agora posso dormir tranquila. Foram inúmeras as noites que passei rezando, temendo que um gigante daquele caísse no quarto das crianças. Elas eram grandes demais!", exclamou aliviada uma senhora que pediu anonimato.
"Tenho uma Palmeira com dez metros de altura pesando 2 toneladas, guardada. Se alguém quiser plantá-la em frente a sua casa, é só me procurar. Não cobro nada", brincou o vereador Nenê Bonacim, que apoiou retirada das árvores.
"Foi com tristeza que tomamos essa decisão. A beleza da Avenida Goiás adornada pelas palmeiras era indiscutível. Mas estudos realizados pela administração anterior apontavam a necessidade de substituí-las. Conhecíamos a preocupação das famílias residentes no local e os riscos que corriam. Diariamente eram protocoladas solicitações de cortes, que se acumulavam na prefeitura. Por isso, logo que assumimos a administração decidimos solucionar definitivamente o problema. Por considerar as Palmeiras patrimônio histórico, antes de cortá-las, encaminhamos projeto de revitalização à Câmara de Vereadores. Porém não houve necessidade de aprovação, por se tratar de prerrogativa do Executivo. Informamos o Ministério Público; IAP; Copel... Fizemos tudo dentro da lei e baseado em laudo técnico. Agora ouviremos os moradores da Avenida, para juntos decidirmos o tipo de arborização ideal ao local. Em seguida iniciaremos a revitalização. Preservar o patrimônio público, o glamour de nossas ruas e praças é importante e necessário, mas não há nada mais admirável que a preservação da vida humana", lembrou o médico e prefeito José Ronaldo Xavier (PTB).

Conclusão do inventário sobre as Palmeiras realizado em 2007 pela prefeitura

As Palmáceas localizadas na Avenida Goiás, da Rua Mauro Cardoso de Oliveira a Rua Sergipe, foram plantadas no ano de 1962, depois ocorreu uma replanta na Administração seguinte e o plantio de mais duas, aproximadamente à oito anos.
Segundo literaturas, a espécie pode ser usada em canteiros centrais de avenidas, para plantio em linha ou parede transparente. Este canteiro deve ter sua largura de 5 metros. Para os plantios isolados ou em grupos, para parques e jardins, deve ser feito um estudo no local e do local, para determinar o espaçamento adequado e a disposição cujo diâmetro não pode ser inferior a 3 metros.
Com referência a calçada, sua largura é variada entre 2,18 a 2,80 metros e o revestimento com uma variação muito grande, e a maioria estrangulando a base das espécies plantadas.
As Palmeiras foram plantadas muito próximas do meio-fio e uma grande quantidade delas fazendo pressão sobre o mesmo e que neste estágio está servindo de calço para elas.
Com o estrangulamento da base das Palmeiras, suas raízes estão danificando todo o calçamento, o meio-fio e o asfalto ao seu redor, e as que estão em condições sanitárias melhores apresentam a emissão de raízes, mas logo interrompidas pela falta de solo na sua base.
Muitas destas Palmeiras com pouca base de sustentação pelo estrangulamento da calçada e apresentam inclinação, com risco eminente de queda, dependendo da intensidade dos ventos que antecedem a chuva.
A maioria delas apresentam danos mecânicos de variadas montas, (causados por, canivete, chave, carrocerias de automotores, pregos ou qualquer outro objeto) a maioria delas contaminadas por microorganismos e que a visualização externa e relativamente pequena, mas no interior de seu tronco o dano é maior, comprometendo a resistência de suas fibras ao longo do mesmo.
A identificação do patógeno é feita em laboratório, através do exame de lâmina.
Com estes danos mecânicos o valor comercial das Palmeiras é bem baixo e dependendo do local onde está localizado não dá para ser transplantada, devido o índice de pega muito baixo.
Com a falta de manutenção, para a coleta das folhas em estágio final vegetativo, os cachos, que já produziram frutos e o controle do ataque de lagartas, estas se apresentam com um aspecto bem feio.
Outro problema é a rede de energia elétrica e telefônica que atende as residências e casas comerciais, quando ocorre a queda das folhas, tem o seu fornecimento interrompido.
Com a mudança climática que está ocorrendo, devido à intensidade dos ventos que se apresentam, já ocorreram quedas de Palmeiras no passado, de folhas, causando danos matérias em casas e veículos automotores.
Para que em um período deste não apresente uma situação de danos maiores montas, recomendo a retirada das Palmeiras que apresentam inclinação e superiores a 12 metros de altura, e posteriormente a revitalização da avenida.

Engenheiro agrônomo Cleber Antonio Pavanelli - CREA- PR 13115/D.



Palmeiras imperiais dividem opiniões em Andirá
João Campos - Jornal Folha de Andirá - edição 220 de 26/01/2007

palmeiras imperiais da Avenida Goias - Andirá - Pr Reportagem exibida recentemente pela TV Globo estadual, sobre as 94 palmeiras imperiais que adornam a Avenida Goias, em Andirá, dividiu as opiniões dos andiraenses. Parte da população defende a retirada das espécies, alegando que a qualquer momento algumas podem não resistir a um forte vento e cair sobre as residências, provocando danos irreparáveis. Outros acham que elas fazem parte da história do município e devem ser preservadas. Há ainda os que defendem o corte apenas das que apresentam riscos de desabar por falta de sustentação. Nos últimos três anos, quatro palmeiras que apresentavam esse problema, tombaram na avenida causando danos na rede elétrica.
As Roystonea Oleracea, da Avenida Goias, foram plantadas em 1962, na gestão do então prefeito Mauro Cardoso de Oliveira. Dez anos depois, em 1972, durante o primeiro mandato do atual prefeito Alarico Abib, a prefeitura realizou a substituição de 18 espécies que apresentavam problemas de desenvolvimento. De lá para cá, apesar dos cuidados das administrações públicas, as árvores vêm sofrendo com os desarranjos das condições climáticas e com os avanços de obras de infra-estrutura da cidade, como a construção de calçadas e pavimentação, que estrangulam suas raízes.
Providências
Semana passada, atendendo determinação do prefeito Alarico Abib, o Departamento de Fomento Agropecuário da Prefeitura, iniciou um minucioso estudo para apurar com precisão a real situação das palmeiras. O levantamento vai detalhar a altura, diâmetro, ângulo de inclinação, condições da área basal e do tronco de cada espécie. Segundo o engenheiro agrônomo, responsável pelo trabalho, o laudo deverá estar concluído e entregue ao prefeito em 60 dias.
Símbolo de pujança
As palmeira imperiais, de nome científico Roystonea Oleracea, viraram símbolo de poder político, econômico e social no Brasil. Conquistaram esse estatus em 1809, quando o príncipe regente D. João VI as plantou no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Os troncos altos, de até 32 metros de altura, esbranquiçados e de palmitos volumosos, transformaram-se em sinônimo de pujança. A escolha dessa espécie como símbolo do Jardim Botânico não se deve por acaso, vistosas e imponentes, as palmeiras imperiais povoam o imagináriopopular, que as associa à grandeza e ao requinte. Elas maracaram época no paisagismo arquitetural do Rio de Janeiro e podem ser encontradas em vários bairros da cidade.
Representam ainda a perpetuação da memória do Jardim Botânico. Em 1951, segundo pesquisa realizada pela Folha de Andirá, o diretor Paulo Campos Porto promoveu o plantio de novos exemplares no espaço entre as palmeiras centenárias, para manter a principal característica da instituição. Em 1958, ele faria um novo plantio, para simbolizar a renovação.
Tombamento
Em junho de 2005, na cidade de Jau-SP, o tombamento de 36 palmeiras imperiais garantiu a preservação do meio ambiente e da história do município. Na presença de autoridades civis e militares municipais, ambientalistas, estudantes, representantes de conselhos e órgãos ligados ao meio ambiente, a Prefeitura, através da Secretaria do Meio Ambiente, formalizou o tombamento das 36 palmeiras imperiais situadas no canteiro da Avenida João Moraes Prado.
A iniciativa do tombamento foi da ONG Apuã. Segundo o presidente da instituição, foi uma batalha silenciosa de conciliação e uma vitória para a sociedade. Um marco de um passado pujante e uma vitória daqueles que sonhavam em ver essa importante fase da história do município de Jaú preservada.
Comércio
Há entre os amantes de um belo jardim, o fascínio pelas palmeiras, seja nas casas particulares, seja em edifícios comerciais.
Nossa pesquisa mostrou que uma palmeira imperial centenária, com 30 metros, é vendida a pelo menos R$ 20 mil reais, isso sem levar em conta o custo do transporte e plantio. O mercado é regido por metros, compra-se "o metro de tronco". Os preços variam de acordo com outras características, como a origem e a qualidade das plantas, mas o sistema métrico ajuda a ditar os cifrôes. A Dypsis, uma das mais procuradas, começa em R$ 1 mil o metro e, na média, dobra de preço cada vez que cresce outros 60 centímetros. Compra-se, normalmente, espécies que variam de 1 a 3 metros e não mais do que isso, porque os valores vão à lua. De acordo com especialistas, apostar em mudas é uma decisão apenas romântica, porque exige décadas a fio de espera pelo crescimento da planta. Não é atividade para amadores.
As palmeiras imperiais (gênero Roystonea) que foram introduzidas na época do segundo império, são muito conhecidas no Brasil por seu porte majestoso e beleza, sendo encontradas nas tradicionais e históricas fazendas de café e hortos florestais.
Em suma, as palmeiras formam um capítulo importante na flora mundial, com destaque para o Brasil, que por seu tamanho continental abriga um grande número de espécies desta famosa família das plantas.

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